






A grande importância de fazer um planejamento financeiro é que você será capaz de saber, antecipadamente, quanto ganhará e quanto gastará no mês. Tirando aqueles que possuem remuneração variável, o salário é um valor fixo que recebemos entre o último dia e os primeiros dias do mês seguinte. As despesas, em sua maioria também tem a mesma data de vencimento todo mês: luz, água, aluguel, estudos, telefone, plano de saúde, cartão de crédito, etc.
As informações para fazer o planejamento estão disponíveis, porém este processo de pensar e estimar o futuro é mais trabalhoso, muitos desistem antes de começar. Mas, para aqueles que persistem neste trabalho, conseguem gastar com mais disciplina e conseguem realizar sonhos que nunca saiam do papel.
O ideal é planejar os próximos 12 meses. Nos ganhos, lembre-se que no final do ano tem o décimo terceiro e se você recebe restituição do imposto de renda, ela deve entrar entre junho e setembro. Nas perdas, projete aquelas despesas que todo mês você tem e liste-as. Lembre-se das despesas eventuais: IPTU, IPVA, seguro do carro, férias. E faça uma reserva para projetos como uma viagem ou a reforma da casa, e outra para os infortúnios: doença na família ou desemprego, por exemplo.
Se todo mês a conta tiver saldo positivo, você está bem e pode pensar, inclusive, em aplicar as sobras. Mas se estiver faltando em algum mês, estude como você suprirá esta falta: cortando despesas, parcelando dívidas ou tomando um empréstimo. Ao final do planejamento, lembre-se de reservar um dia no mês, no mínimo, para comparar o que você planejou com o que você gastou.
As ofertas de crédito para comprar a casa própria nunca estiveram tão em alta como nos últimos anos, estimulando o volume de financiamentos exponencialmente. Para completar, o brasileiro é um povo que declaradamente não calcula muito quanto será o custo financeiro de fazer um parcelamento, mas, na verdade, olha se a prestação caberá no bolso.
Se você está pensando em adquirir um imóvel, sempre é interessante fazer a análise alugar X financiar, pois às vezes vale mais a pena alugar. O cálculo é simples, basta você comparar a prestação do financiamento com o valor de aluguel de um imóvel equivalente:
(1) Valor da prestação: R$ 2.000 (R$ 140.000 por 120 meses)
(2) Valor do aluguel: R$ 1.100
(=) Economia mensal do aluguel (1-2): R$ 900
Se você optar por alugar um imóvel e aplicar os R$ 900 a uma taxa de 10% a.a., em 120 meses ou 10 anos, vc terá aproximadamente R$ 180.000, ou seja, R$ 40.000 a mais que o valor original do imóvel, sem contar a desvalorização de um imóvel de uma década atrás.
Essa é uma análise estritamente técnica, não levando em consideração o valor emocional de ter o seu imóvel próprio e poder ter livre arbítrio sobre ele. Se a sua preferência for esta, negocie bem o CET com o seu banco, pois as ofertas andam bem agressivas e você pode se dar bem se fizer um leilão entre 2 ou 3 instituições que você consultar.
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Segundo relatórios médicos, o estresse - seja qual for sua designação - não é em si um diagnóstico, mas um processo. Por isso, a intensidade com que ocorre depende da forma como as pessoas reagem diante de diferentes situações que provocam sentimentos como ansiedade, raiva ou medo, por exemplo.
Muitos são os fatores estressantes (ou estressores) que disparam a produção do hormônio cortisol, que por sua vez provoca o estresse. O perigo iminente é certamente o principal deles (e a principal razão pela qual produzimos cortisol). Além do perigo, outros estressores são: preocupação com trabalho, dinheiro e família. Estresse de mercado As variações da Bolsa de Valores, ultimamente, têm sido associadas com a palavra estresse nos noticiários dos jornais, quase que adjetivando o mercado financeiro. Algumas pessoas, que compreendem que esse nervosismo faz parte dos movimentos do mercado de renda variável, não chegam a se abalar com o sobe-e-desce da bolsa. Outras, no entanto, reagem com preocupação excessiva e acabam danificando a saúde e as relações sociais. O estresse financeiro resulta de um sentimento de medo ou de incapacidade de lidar com situações financeiras futuras: incapacidade de pagar contas, de realizar planos, de aposentar-se com dignidade, de dar estudo aos filhos, de manter o padrão de vida anterior. Dada a importância que o poder, o sucesso e a segurança financeira assumiram na sociedade moderna, o estresse financeiro acaba resvalando em muitos outros aspectos de nossas vidas, prejudicando além da saúde física, os relacionamentos sociais. O estresse financeiro destrói a saúde, diminui a produtividade do empregado, abala os casamentos, as amizades e os contatos familiares. Os sete agentes estressores 1) As dívidas certamente ocupam o primeiro lugar: o medo das contas que chegam, a ansiedade com a possibilidade de inadimplência, o nome que pode ir para as associações de cobrança são, sem dúvida, estressores poderosos. 2) O segundo estressor é a busca incessante pelo sucesso, pela habilidade de ser capaz de comprar não apenas as coisas que necessitamos, mas principalmente aquelas que desejamos. É o way of life que as sociedades capitalistas nos impõem. 3) O que nos leva ao terceiro estressor importante: o medo de perder o emprego ou a fonte de renda e com ele a habilidade de prosseguir com os próximos passos da escada do sucesso. 4) Um quarto fator que dispara o estresse financeiro é o medo do envelhecimento sem qualidade. Isso explica, por exemplo, o enorme avanço da previdência privada no Brasil. Esse medo ainda que resida em algum momento de um futuro distante para muitos de nós, é uma ameaça permanente diante de tanta instabilidade econômica e política. 5) É possível que um quinto estressor importante seja o medo de retroceder na posição social. Ou seja, não ser capaz de manter o status quo ou o estilo de vida a que se está acostumado: o envelhecimento do carro que não se consegue substituir, o bairro onde se vive que começa a ficar decadente, o casamento que parece estar ruindo (Como será viver divorciado, com recursos menores?); a empresa que vai demitir (será que consigo emprego com o mesmo salário?). 6) Um sexto estressor financeiro decorre do lugar em que vivemos. Sim, claro, se hoje você mora nos EUA, certamente acorda todos os dias pensando na crise que urge no horizonte há tantos meses. Foi assim em 2002, no Brasil, por exemplo, especialmente para quem era investidor em bolsa de valores. Além disso, quem mora em diferentes lugares, independente de crise ou não, sente o estresse financeiro de maneira diferenciada: no campo, na cidade, em São Paulo, em Fortaleza. 7) Um sétimo estressor financeiro está relacionado a características individuais: gênero, idade, formação acadêmica, quantidade de pessoas na família, renda, entre outras. Também se somam a essas características a amplitude das zonas de conforto de cada um e suas crenças e valores pessoais. Eliana Bussinger é palestrante, consultora em Inovação e Marketing para Mulheres e a autora dos livros A Dieta do Bolso e As Leis do Dinheiro para Mulheres, ambos da Editora Campus/Elsevier (elianabussinger@gmail.com) |
| Fonte: Infomoney, 7 de julho de 2008. Na base de dados do site www.endividado.com.br |
Existe. Estas dicas são muito importantes para que você aprenda a controlar o seu orçamento e mantenha a sua vida econômica em dia. Seguindo à risca as nossas dicas, você estará dando um grande passo na direção de manter seu orçamento saudável e assim afastando-se do problema do endividamento. 1. Gaste apenas o que você ganha. Embora esta seja a mais conhecida e a mais básica, muita gente esquece!
2. Faça um levantamento de todos os seus ganhos e todos os seus gastos mensais. Faça uma “planilha”. Coloque tudo no papel. Assim você consegue identificar os seus gastos e saber se foram necessários ou não. Desta forma, fica mais fácil reduzir ou cortar gastos desnecessários e o dinheiro começa a sobrar no final do mês;
3. Lembre-se dos imprevistos! Desemprego, doenças, divórcios não têm hora para acontecer e você deve ter uma reserva para estes casos;
4. Pense antes de comprar! Muitas pessoas compram por impulso, ou seja, estão passando na frente de uma loja, olham o produto e compram, sem pensar no final do mês. É importante pensar se o produto é necessário, se o preço é bom, se cabe dentro do orçamento e se aquele dinheiro não vai fazer falta para comprar algo mais importante;
5. Compre à vista! Ao invés de pagar em 24 vezes, se você economizar o valor da prestação por
6. Procure nunca usar crédito ou dinheiro emprestado. No Brasil, com as maiores taxas de juros reais do mundo, para quem não tem muito controle sobre seu orçamento, isto é um suicídio financeiro;
7. Se o uso de crédito ou empréstimos for inevitável, antes de usa-los, faça uma pesquisa em vários bancos e financeiras, e peça demonstrativos com os valores que serão usados, os juros que serão cobrados e os valores que serão pagos, para ter certeza se é um bom negócio e qual seria a melhor opção. Não use o crédito por impulso. Seja racional antes para não se arrepender depois;
8. Diminua ou elimine os supérfluos – Gastar em bobagens que lhe trarão uma satisfação momentânea pode lhe trazer dores de cabeça duradouras no futuro, pois pode faltar para pagar produtos e serviços importantes para você e sua família;
9. Controle-se no Supermercado - Ao ir ao supermercado leve sempre a lista dos produtos que estão faltando em casa e que devem ser comprados e somente compre produtos fora da lista se você tiver certeza de que o mesmo está bem mais barato que nos outros supermercados (promoção), com bom prazo de validade, que haja local de estocagem em sua casa e que este será consumido dentro do prazo de validade;
10. Economize – Faça uso racional de tudo, desde energia elétrica até a alimentação. O excesso de consumo reflete no excesso de gastos;
11. Poupe – sempre é bom ter uma poupança. Não precisa poupar 30% do salário, mas é sempre bom ter uma reserva para as horas de aperto e necessidade. Portanto, tente poupar 10% ou 5% de seu salário, mas poupe, pois assim, você estará guardando uma reserva, que poderá ser utilizada para diversos fins. Lembre-se que doenças, demissões e apertos financeiros não marcam hora, eles simplesmente aparecem!
12. Evite compras a prazo, faça isso somente se você tem total controle de sua vida financeira, sabendo exatamente o que terá que pagar nos finais de cada mês e que estes valores caberão com folga em seu orçamento;
13. Pesquise preços. Algumas horas de pesquisa podem significar a economia de muitos dias de trabalho. Vale a pena!
14. Cuidado com a conta de telefone! Filhos pequenos e adolescentes adoram ficar pendurados no telefone. Se sua conta não para de crescer, tenha uma séria conversa com eles e desconte de suas mesadas. Se isto não resolver, a solução é mandar desligar a linha, ao menos por um tempo, até que aprendam o valor do dinheiro;
15. Não use o celular. Se precisar, use o telefone público ou mande uma mensagem de texto, é muito mais barata;
16. Evite fazer refeições em restaurantes, ou limite-as a datas importantes. Estes gastos freqüentes acabam por comprometer o orçamento familiar;
17. Troque dívidas mais caras por dívidas mais baratas. Não pague uma conta de loja, que tem juros de 2% ao mês com o cartão de crédito que tem juros de 12% ao mês, somente se você tiver o dinheiro para pagar o total da fatura no final do mês. Assim, mais vale ficar com a dívida da loja em aberto e quitar o cartão, do que usar o cartão e criar uma bola de neve de dívidas;
18. Aproveite os finais de ano para quitar dívidas. Nesta época os credores estão precisando fazer caixa e ficam muito mais abertos a dar descontos para quitação de dívidas, que podem chegar a 90%;
19. Não caia no conto do CRÉDITO FÁCIL! Nada é fácil na vida, e o crédito muito menos. Ninguém sai por aí distribuindo dinheiro sem querer nada
20. Tenha apenas uma conta bancária e não aceite todos os produtos e serviços o que o banco lhe empurrar. Aceitar cheque especial, cartões de crédito, financiamentos, planos de previdência, seguros, títulos de capitalização e outros, somente se você tiver plena certeza que serão úteis, que terá condições de administra-los e que terá condições de pagá-los;
21. Cuidado com a venda casada! Normalmente os bancos obrigam os clientes que querem um empréstimo, um cheque especial, um cartão de crédito, a assinarem também um contrato de pecúlio, seguro, previdência, título de capitalização e outros. Isto é considerado prática abusiva, pois ninguém é obrigado a adquirir um produto ou serviço para ter acesso a outro. Denuncie e se for preciso, procure a Justiça.
22. Ao pensar em comprar um carro, lembre-se dos gastos! Em média, os custos com combustível, estacionamento, seguro, impostos e manutenção equivalem ao preço de um carro a cada três anos. Portanto, se você vai comprar um carro de R$ 20.000,00, vai gastar cerca de R$ 7.000,00 para mantê-lo;
23. Em caso de carros financiados o custo anual do carro acaba subindo, porque há ainda os juros que são cobrados nestas operações;
24. Tenha apenas um cartão de crédito. Se um cartão de crédito já consegue arruinar a vida de muita gente sem controle, mais de um será a falência total;
25. Use seu cartão de crédito com inteligência:
a) Ao fazer compras no cartão, mantenha controle de todos os gastos para não ter uma infeliz surpresa quando sua fatura chegar. A falta de controle financeiro, acaba por causar grandes prejuízos econômicos;
b) Nunca pague o cartão de crédito com atraso;
c) Nunca pague apenas o “mínimo” da fatura, é a pior coisa que pode acontecer. Nestes casos é melhor até pegar um empréstimo ou usar o cheque especial para pagar a fatura, pois os juros do cartão são de cerca de 12% ao mês e o dos empréstimos e cheque especial, normalmente ficam em torno de 5%.
26. Tenha disciplina e respeite o seu orçamento. Ao conseguir equilibrar as contas, é muito importante manter o equilíbrio. Um deslize e pode ser o fim de meses de esforço;
27. Sempre que tiver dúvidas e antes de fazer qualquer negócio, procure orientação! Procure as associações de defesa do consumidor, os Procons, a Defensoria Pública, o Ministério Público ou um advogado de sua confiança. Isto pode fazer toda a diferença entre você entrar em numa fria ou não.
Fonte: Dicas por Lisandro Moraes, advogado e editor do site Endividado.com
Não. O crédito pode ser bom ou ruim, vai depender da finalidade do bem adquirido.
Vamos imaginar que você seja um empresário do ramo de comunicação gráfica e adquirindo uma nova máquina de impressão vais aumentar a demanda de trabalhos, reduzir custos de impressão e terá mais agilidade e qualidade na finalização dos trabalhos. Isso reflete que o investimento logo irá se pagar com a própria produção, pois ajudará a ganhar mais dinheiro. Este é um ótimo empréstimo.
Por outro lado, o empréstimo ruim é aquele que as pessoas fazem para o consumo de imóveis, automóveis, roupas, viagens e outras coisas. Nestes empréstimos incidem juros altíssimos se comparados com os juros recebidos na poupança. O pagamento destes juros constantes na vida das pessoas elimina sua possibilidade de riqueza no futuro.
O grande estímulo para o desenvolvimento econômico é a compra à vista. Cultivando este hábito é possível comprar mais ao invés de pagar juros ao comprar a prazo.
Lembre-se que as pessoas bem sucedidas financeiramente não contraem dividas de consumo. E essa é uma das Leis do sucesso financeiro.
Adilene Hensel Matias