






O valor do amanhã - Eduardo Giannetti
Durante a vida humana, somos expostos a tomar infinitas decisões, muitas delas se encaixam no problema de escolher entre desfrutar algo hoje ou esperar para saboreá-lo amanhã. Este problema, inerente ao transcorrer da vida na linha do tempo, é abordado com profundidade e elegância no livro O Valor do Amanhã, do economista e filósofo Eduardo Gianetti. Diz-se que o livro trata dos juros. É avaliação superficial. O tema é mais amplo. Como o próprio autor reclama: "A face mais visível dos juros monetários representa apenas um aspecto, ou seja, não mais que uma diminuta e peculiar constelação no vasto universo das trocas intertemporais em que valores presentes e futuros medem forças." Com maestria, Gianetti apresenta o problema das trocas intertemporais que ocorrem em todo o mundo animal. Seus exemplos são magníficos. Afinal, que aperfeiçoamento darwiniano conduziu uma espécie de ratos a estocar alimento para o inverno em quantidade muitas vezes superior à sua capacidade de consumir? Exibindo extremos dos comportamentos de nossa espécie - a avareza, a gula, a entrega às drogas, a dedicação monástica exigida por uma religião – Gianetti explora as variantes do modelo de decisão do tipo "ter agora, pagar depois" versus "pagar agora, para ter mais tarde". É curioso como um modelo de decisão tão simples de ser enunciado se aplica a situações tão distintas. Se aplica à escolha do momento de um investidor realizar os lucros de seus investimentos. Ou à prosaica decisão do comensal que escolhe entre comer o musse de chocolate agora, em detrimento de exibir o abdômen "tanquinho" amanhã.
O pano de fundo do livro é o problema humano retratado na letra de música de Lobão: "viver dez anos a mil ou mil anos a dez?". Como bem sintetiza Gianetti, "a vida é um intervalo finito de duração indefinida". Se houver um deus a quem agradecermos por nossas alegrias e culparmos por nossas agruras, sem dúvida ele deve rir muito de nossa inquietação e insegurança para tratar o problema de como bem viver a vida. Devemos buscar a satisfação imediata? Ter ou fazer hoje o que desejamos, a qualquer custo? Ou nos poupamos, nos guardamos? Buscamos a segurança que nos proverá nos serenos anos da velhice? Mesmo com as promessas de vida eterna das religiões – que Gianetti apresenta com notável isenção – os humanos têm dificuldade em se desapegar da dádiva da vida como conhecemos. Em geral buscamos otimizar nossa experiência de vida terrena. Apesar de toda a pantomima religiosa, não levamos muita fé nas promessas dos messias. Mesmo com o marketing das igrejas, como não há nenhum indício minimamente palpável de que existam as mil virgens que nos prometem no paraíso, a maioria não opta pela solução de dar um tiro na cabeça e passar "dessa para melhor". Temos mesmo que resolver a vida antes de morrer.
No início de um curso de matemática financeira que ministrei, para ilustrar a idéia de juros, usava o exemplo de duas criaturas limites. Uma delas era imortal, suas decisões não se alteravam em relação ao tempo. A outra, chamada "criatura efêmera", acometida de uma doença terminal, tinha pouco tempo de vida para usufruir. As duas tinham que fazer escolhas com relação a um fluxo de recebimentos de recursos. Uma tinha pressa em receber valores. A outra era indiferente em relação aos prazos de entrega dos recursos. Daí surgia o conceito dos custos das trocas intertemporais e a noção de juros. Eduardo Gianetti apresenta arquétipos de decisores mais interessantes e genéricos. Ele utiliza a cigarra e a formiga de Esopo. Gianetti cunha a figura da cigarra límbica, que só se interessa pelos prazeres de curto prazo, e da formiga pré-frontal, planejadora e focada em abrir mão da boa vida agora para garantir seu futuro. A discussão conduzida pelo autor nos leva a pensar se consumimos com perícia o bem limitado e perecível que é o tempo de nossas vidas. Pode parecer pouco importante para os jovens (e realmente não o é, pois eles têm a sensação inebriante de serem imortais), mas o problema da aposentadoria, ou seja, a decisão de quanto deixar de gastar hoje para garantir o amanhã, é preocupação que vai tomar bom tempo de suas vidas. Aos jovens, a mensagem: Aguardem!
Gianetti explora as diversas visões de como viver: a miopia do irresponsável que só atenta para o imediato, e o hipermetrope, que religiosamente (o advérbio se aplica como uma luva) se prepara para um futuro que o prazo indefinido do contrato da vida não lhe assegura. Por isso minha menção ao livro ser um guia de auto-ajuda para pessoas sofisticadas. A colocação do problema e sua exploração em facetas diversas propiciam oportunidade única para cada um pensar: Qual a boa prática para gastar a grande dádiva de viver?
A obra de Gianetti retoma preocupações que ele já abordara em outras ocasiões, como no livro Felicidade. Será a felicidade de um indivíduo um estado de euforia momentâneo decorrente do último prazer ou dor experimentado, ou é a sensação de prazer obtido pela soma das experiências passadas e expectativas futuras de prazer percebidas pela pessoa? A felicidade é a gargalhada do momento ou o sereno sorriso garantido para amanhã? O tempo também é senhor de nossos sentimentos.
Fica a recomendação do livro e autor. A identificação do modelo do problema das trocas intertemporais é elemento importante tanto no nível profissional como pessoal. A inteligência do discurso de Gianetti é hipnotizante. O texto elaborado e elegante embala a leitura. O Valor do Amanhã foi dos melhores lançamentos de 2005, teve muito boa venda, mas é produto que vai vender bem no longo prazo. O livro é mais propício aos maduros saborearem. Em geral, o futuro é assunto que a miopia da juventude despreza: "Pobres moços, eles não sabem o que eu sei." dizia Cartola. Por outro lado, aqueles que já consumiram mais da metade do máximo que esperam viver, terão mais atenção para o assunto.
Extraído:http://polemikos.com/livro/liv20060122.html
Seu Futuro Financeiro - Louis Frankenberg. Editora Campus.
Gui Prático para cuidar do seu orçamento, viva melhor sem dívidas - Louis Frankenberg. Editora Campus.
Investimentos - Mauro Halfeld. Editora Fundamento.
A energia do dinheiro - Gloria Maria Garcia Pereira - Ed. Gente.
Pai Rico, Pai Pobre - Robert Kiyosaki - Editora Campus.
Independência Financeira - Robert Kiyosaki - Editora Campus
Esticando a mesada, finanças para jovens - Ricardo Humberto Rocha e Rodney Vergili - Saint Paulo Instituto of Finance.
Complexo de sabotagem - como as mulheres tratam o dinheiro - Colette Dowling - Ed. Rosa dos Tempos.
Mulheres ousadas chegam mais longe: como evitar os 101 erros que atrapalham sua carreira. Lois P. Frankel. Ed. Gente.
Mulher inteligente valoriza o dinheiro, pensa no futuro e investe - Sandra Blanco. Ed. Qualitymark.
Claudia - seção Dinheiro
Nova - seção Vida e Trabalho
Criativa - Seção Dinheiro e Trabalho
Você S.A - Seção Meu Dinheiro
Exame - Seção Seu Dinheiro
Veja - Seção Economia e Negócios
Isto é - Seção Economia e Negócios
Isto é Dinheiro - Seções Estilo Dinheiro, Finanças, Negócios e Seu Dinheiro
Folha de S.Paulo - Folhainvest do Caderno Dinheiro, às segundas-feiras
O Estado de S.Paulo - Suas Contas do Caderno de Economia
Valor Econômico - Seçao Meu Dinheiro, por Mara Luquet, do Caderno EU&
Globo - Coluna do Mauro Halfeld
Gazeta Mercantil - Caderno Finanças e Mercado
Jornal do Commercio - Caderno Seu Dinheiro
O Dia - Suas Contas na semana, do Caderno de Economia.
Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio e, por deficiência de visão, não podia ler jornais. Em compensação, vendia bons cachorros-quentes.
Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria, e ficou por ali gritando quando alguém passava: "Olha o cachorro-quente especial!!!"
E as pessoas compravam. Com isso, aumentou os pedidos de pão e salsicha, e acabou construindo uma mercearia. Então, ao telefonar para o filho que morava em outra cidade e contar as novidades, o filho disse:
- "Pai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria e a situação internacional é perigosíssima!"
Diante disso, o pai pensou:
- "Meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais... portanto, deve saber o que está dizendo!"
Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada, e não ficou por ali apregoando os seus cachorros-quentes. As vendas caíram do dia para a noite e ele disse ao filho:
- "Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!"
Autor desconhecido
Extraido do site: www.metaforas.com.br
Assim que o Mullá saiu da mesquita, logo após as orações, um mendigo sentado na rua pediu-lhe uma esmola. A seguinte conversa teve lugar:
Mullá: "Você é extravagante?"
Mendigo: "Sou, Mullá".
Mullá: "Gosta de sentar-se por aí para tomar um café e fumar?"
Mendigo: "Gosto".
Mullá: " Suponho que gosta de ir aos banhos todos os dias."
Mendigo: "Gosto".
Mullá: "...como também talvez se divirta bebendo com os amigos".
Mendigo: "É, gosto de todas essas coisas".
"Chega, já chega", disse o Mullá, e deu-lhe uma moeda de ouro.
Alguns metros adiante, outro mendigo, que havia escutado a conversa anterior, pediu-lhe inoportunamente uma esmola.
Mullá: "Você é extravagante?"
Mendigo: "Não Mullá."
Mullá: "Gosta de sentar-se por aí para tomar um café e fumar?"
Mendigo: "Não".
Mullá: " Suponho que gosta de ir aos banhos todos os dias..."
Mendigo: "Não".
Mullá: "...como também talvez se divirta bebendo com os amigos".
Mendigo: "Não, quero apenas viver modestamente e rezar".
Ao que o Mullá estendeu-lhe uma pequena moeda de cobre.
"Mas por quê", queixou-se o mendigo, "você me dá um tostão a mim, um homem pio e frugal, enquanto dá àquele companheiro extravagante uma moeda de real valor?"
"Ah, replicou o Mullá, "as necessidades dele são maiores que as suas."
Do livro: Histórias de Nasrudin - Edições Dervish
O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí sentou-se para dormir debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:
- Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
- Mas que pedra? Pergunta-lhe o Hindu.
- Ontem à noite, eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho, ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo:
- Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a num trilho da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la! E assim falando, ofereceu-lhe a pedra.
O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.
Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!
Enviada por: Edeli Arnaldi
Na casa de chá um homem dizia aos amigos:
- Emprestei uma moeda de prata a uma pessoa e não tenho testemunhas. Receio que quem recebeu negue que a pus em suas mãos.
Os amigos ficaram com pena dele, um sufi que estava sentado num canto ergueu a cabeça e disse:
- Convide-o para tomar chá aqui e diga-lhe, na presença de todas estas pessoas, que você lhe emprestou vinte moedas de ouro.
- Como posso fazer isso se só lhe emprestei uma moeda de prata?
- É exatamente isso o que ele vai responder indignado - disse o sufi - e todos poderão ouvi-lo de seus lábios. Você não queria testemunhas???
Enviada por: Edeli Arnaldi
Certo dia, o Imperador me abordou com o seguinte dilema:
- Nasrudin, se eu colocasse em um prato moedas de ouro e em outro justiça, qual você escolheria?
- Certamente escolheria o prato de moedas de ouro - respondi sem pestanejar.
O Imperador se surpreendeu com a minha resposta tão pouco nobre.
- Como? Dinheiro? O que o dinheiro tem de especial?
- Quer dizer que o senhor escolheria a justiça?
- Claro! A justiça é coisa que nem sempre se encontra, portanto, rara.
- O senhor escolhe assim como eu, o que lhe faz falta! O senhor escolhe a justiça porque não a tem.
Do livro: Eu, Nasrudin - Editora Premius
Uma mulher velha e sábia fazia uma viagem através das montanhas quando, no leito do rio, encontrou uma pedra preciosa. No dia seguinte, continuando seu caminho, deparou-se com um viajante que tinha fome e, para atender o seu pedido de ajuda, a mulher abriu a bolsa para dividir com ele sua comida.
O homem deslumbrou-se com a visão da pedra e pediu à mulher que lhe desse de presente. Sem hesitar, ela lhe entregou a jóia. O viajante se foi, rejubilando-se por sua sorte. O tesouro poderia garantir-lhe segurança para toda a vida.
Mas, alguns dias depois, ele voltou à procura da mulher. Ao encontrá-la, entregou-lhe a pedra, dizendo:
"Pensei muito e sei bem o valor desta pedra, mas venho devolvê-la. O que quero é algo muito mais precioso. Se for possível, me dê o que está dentro de você e que a fez capaz de me entregar um tesouro como esse."
The best of bits & pieces
Livro: Histórias para Aquecer o Coração 2
Autor: Jack Canfield e Mark Victor Hansen
Editora: Sextante